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26 de junho de 2023
Você se acha uma mulher controladora?
Sente que tem que segurar tudo em suas mãos, senão as coisas não acontecem?
Sente que precisa dar conta de tudo e para dar conta vive como um robozinho programado para fazer tudo dar certo?
Tentar controlar coisas, pessoas e situações é algo muito comum, mas que traz muito sofrimento pra todas nós e sabe por quê?
Vivemos na ilusão do controle, mas observe a sua vida, tem certeza que você controla tudo e tudo sai como você espera só porque decidiu controlar?
Precisamos cair na real: não controlamos nadica de nada!
De repente, vem a vida, como um tsunami, tira tudo do lugar e pronto, constatamos essa falta de controle das coisas, imediatamente!
Mas se sabemos que não controlamos coisa alguma, por que tentamos?
Bom, a raiz da tentativa do controle está no medo da nossa vulnerabilidade humana!
Existe uma lógica de que “se eu controlar, eu terei tudo de forma previsível, tudo vai acontecer dentro de uma linha de garantia e então, eu posso continuar acreditando que tudo vai sempre acontecer como eu quero!”
Claro que isso não é consciente, né amores, mas vamos combinar que ter garantias a gente adora não é?
Diante dessa lógica, quando se está no controle de pessoas, coisas e situações e tudo sai como o planejado, não se entra em contato com emoções e sentimentos que nos deixam vulneráveis e sem o contato com nossa vulnerabilidade humana, seguimos na vida como se fossemos a mulher maravilha e se ainda não somos tentamos ser!
Esquece! Você é humana! É vulnerável...
Vulnerável, no sentido de ter sentimento humanos... vulnerável no sentido de ser mortal... vulnerável no sentido de viver uma vida que tem alegria, amor, uma porção de coisas boas, mas também tem dor e sofrimento!
Constatar a vulnerabilidade que somos enquanto seres humanos faz com que queiramos controlar tudo para ficarmos num “espaço confortável” da mulher maravilha, que resolve tudo, luta contra o mal e vence no final!
Tá bom, Dani! Eu entendi que não controlo nada, que sou um ser humano e existe vulnerabilidade, mas eu ainda me pego tentando controlar. Faço o quê com isso?
A virtude da confiança é muito necessária para aprendermos a soltar o medo e reconhecermos que existe muita força em nossa vulnerabilidade humana e que, apesar dela, podemos nos entregar ao fluxo da existência, pois sempre somos e seremos amparadas.
Com amor,
Dani